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Informativos

Hérnia de Disco

É um problema muito frequente que afeta de 1% a 2% da população e pode existir em indivíduos que nunca apresentaram sintomas. Na grande maioria dos casos, ela não traz nenhum tipo de complicação. Mas quando se torna sintomática, é um dos principais motivos de ausência no trabalho, incapacidade física prolongada e despesas médicas e legais. A hérnia de disco acomete pessoas entre 30 a 50 anos, mas pode ser observada em idosos, adolescentes e, mais raramente, em crianças.

O disco é um “amortecedor” natural localizado entre as vértebras formado por uma camada externa em forma de anel (anel fibroso) e uma massa central fluida (núcleo pulposo). O núcleo assemelha-se a um gel, rico em água nos adultos, jovens e crianças.

O desgaste do disco intervertebral ocorre com o passar dos anos através de pequenos microtraumas repetidos e é, provavelmente, a causa mais freqüente de dor lombar. Ocorre então um processo de envelhecimento gradual, quando seu núcleo pulposo perde água, diminuindo sua capacidade amortecedora. Conseqüentemente, a distribuição de carga sobre o anel fibroso torna-se desigual, podendo provocar a ruptura de suas fibras.

Quando isso ocorre, o núcleo pulposo pode extravasar-se provocando uma inflamação ou gerando pressão sobre os nervos da coluna. Esse processo é conhecido como hérnia de disco. Em cerca de 95% dos casos a cura se dá apenas com um tratamento clínico bem conduzido. Isso acontece devido a uma tendência natural do organismo em absorver o fragmento do disco intervertebral que causa os sintomas, o que ocorre num período em torno de três meses. Na coluna lombar isto acontece principalmente com os discos entre as duas últimas vértebras, e neste caso pode ser comprimido o nervo CIÁTICO que tem localização próxima. A seqüência desses eventos explica a dor nas costas em alguns casos (lombalgia) e a irradiação dessa dor para uma ou ambas as pernas, muitas vezes de forte intensidade impedindo as atividades do dia-a-dia. Esta pode estar acompanhada de formigamentos, câimbras, anestesia e fraqueza nos membros inferiores. Podem ser também observados espasmos musculares que levam, algumas vezes, a um desvio do alinhamento da coluna e agravo da dor. Alguns casos de hérnia na região lombar têm indicação cirúrgica. Geralmente, ocorre em pacientes que não responderam bem ao tratamento clínico por um período mínimo de seis a oito semanas ou se encontram em quadros emergenciais, como a síndrome de compressão da cauda eqüina (responsável pelo descontrole do esfíncter urinário e/ou retal e adormecimento do períneo), ou em situações de dor incapacitante, com repercussões neurológicas.

A ocorrência da hérnia de disco cervical (região do pescoço) também é comum. As manifestações clínicas são as dores no pescoço e nuca com irradiação para um ou ambos os braços. Se a hérnia de disco comprime uma ou mais raízes nervosas, alguns sintomas podem ser observados tais como fraqueza nas mãos e braços, formigamento, dormência ou uma sensação de “choque”. Também pode ocorrer fraqueza nas pernas, que começa com uma sensação de peso e dificuldade para andar longos percursos ou subir escadas. O exame clínico pode mostrar reflexos alterados e dificuldade de marcha. Finalmente, as funções esfincteriana e sexual podem ficar comprometidas na evolução do que chamamos de mielopatia. Na maioria das vezes isso não ocorre mas infelizmente, ao se identificar uma hérnia discal em um exame de imagem, muito frequentemente atribui-se a ela a responsabilidade pela dor no pescoço, quando na maioria das vezes a causa é outra, como os estados de ansiedade, o bruxismo e problemas posturais, entre outras situações. Quando é de fato responsável pela dor, seu tratamento é clínico na grande maioria dos casos. As indicações cirúrgicas ocorrem em situações específicas.

Dentre as causas podemos citar: Alterações posturais, sobrecarga associada a vícios de postura ou a atividade física mal orientada, tabagismo, traumatismos e fatores hereditários.